![]() |
|||||||||
![]() |
|||||||||
![]() |
|||||||||
![]() |
|||||||||
INB quer dominar ciclo do combustível nuclear
SÃO PAULO, 8 de maio de 2008 - A perspectiva de construção da usina de Angra 3 e de novas plantas nucleares, conforme sinalizou ontem (7) a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, abre possibilidade da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) passar a produzir urânio comercialmente. A informação é do diretor da Área de Produção Nuclear da INB, Samuel Fayad.
'Essa é a nossa busca, o nosso trabalho. Nós nunca deixamos de buscar a estruturação do ciclo do combustível, de modo que ele, nos próximos seis anos, possa estar disponível no Brasil para atender a toda a necessidade nacional', disse.
O governo criou um grupo interministerial para rever o programa nuclear brasileiro e, com isso, redefinir os estoques necessários para o atendimento à demanda nacional e as capacidades de exportar e de agregar valor com a tecnologia que está sendo desenvolvida no país.
Fayad analisou que a ampliação do parque nuclear brasileiro aumentará a capacidade da INB de trazer recursos para o país, através da exportação de componentes e do próprio urânio, agregando valor. 'Isso tudo dependerá da análise que esse grupo interministerial está fazendo sobre as possibilidades da utilização do urânio, que é uma reserva energética brasileira importante e estratégica e que tem que ser tratada como tal, sem perder o que ela pode trazer de dividendos para o país, ajudando no bem-social, levando uma energia mais barata, mais segura e mais limpa à população', afirmou.
A produção de urânio alcança atualmente 400 toneladas/ano. O minério é retirado da mina da INB de Caitité, na Bahia. 'Essa é a nossa produção anual, que corresponde às necessidades de Angra 1 e Angra 2', disse. Fayad revelou que a INB está desenvolvendo um projeto de ampliação de sua capacidade para que, em 2014, a produção de urânio possa dobrar para 800 toneladas/ano, visando a atender não só as unidades nucleares atualmente em operação, mas também a usina nuclear de Angra 3.
© Copyright 2006 - Associação dos Fiscais de Radioproteção e Segurança Nuclear - AFEN - todos os direitos reservados Powered by TDNS |