INB realiza maior transporte de concentrado de urânio de sua história

Informe C&T - 02/10/2007

 

Nesta semana, as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), realizará o maior transporte de concentrado de urânio (U3O8) de sua história. Serão 300 toneladas do concentrado, cujo valor supera R$ 70 milhões, que sairão da cidade de Caetité, (BA) com destino a Salvador, de onde o minério será enviado para o Canadá para ser enriquecido.

Durante a viagem, viaturas de apoio com equipes de segurança e proteção radiológica acompanharão as carretas carregadas de urânio. O transporte será realizado de acordo com as Normas de Regulamentação do Transporte, atendendo às legislações nacionais e internacionais, mediante licenças expedidas pelos órgãos fiscalizadores, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT) e o Ibama.

Este ano, pela primeira vez, a Unidade de Concentrado de Urânio, em Caetité, atingiu a meta de produção programada, de 360t de U3O8. Produção suficiente para atender à demanda nacional atual, ou seja, as usinas nucleares de Angra 1 e 2.

Com o anúncio de novos investimentos para o setor nuclear brasileiro, as Indústrias Nucleares do Brasil, empresa responsável pela mineração de urânio e fabricação dos elementos combustíveis que abastecem as usinas de Angra 1 e 2, vão aumentar a sua produção de urânio e investir na nacionalização de outras etapas do ciclo do combustível nuclear, dentre as quais o enriquecimento.

Para aumentar a produção de urânio a empresa está investindo em duas frentes: no aprimoramento do beneficiamento do mineral que extrai em Caetité, e na formação de parcerias com empresas privadas interessadas na exploração de jazidas localizadas no município de Santa Quitéria, no Ceará, onde existe fosfato e urânio.

Segundo o presidente da INB, Alfredo Tranjan Filho, o modelo de parceria proposto pela estatal prevê que a iniciativa privada se responsabilizará pela exploração do fosfato, da qual restará, como resíduo, o urânio, que ficará com a INB.

"A mina continua sendo das Indústrias Nucleares do Brasil, e não há risco de apropriação ilegal de urânio pela empresa produtora de fosfato que for escolhida", esclareceu.


© Copyright 2006 - Associação dos Fiscais de Radioproteção e Segurança Nuclear - AFEN - todos os direitos reservados

Powered by TDNS