Os servidores da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) lotados na Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear (DRS) responsáveis pela regulação, licenciamento e fiscalização de toda a atividade nuclear no Brasil, vêm repudiar as declarações ofensivas do Presidente da CNEN, Sr. Odair Dias Gonçalves, apresentadas no Relatório de Atividades de 2003 a 2010 da CNEN.
O Presidente da CNEN, em seu objetivo de se perpetuar na Direção da instituição, tenta enfraquecer o setor de radioproteção e segurança nuclear da CNEN atacando os servidores da DRS, declarando que a idade destes servidores gera problemas de cultura institucional e posições autoritárias.
É completamente afrontosa a tentativa do Presidente da CNEN de transferir as falhas e omissões da sua gestão para os profissionais lotados na DRS. Sua gestão tem sido caracterizada por ações arrogantes, incompetentes e arbitrárias, pela falta de ações administrativas eficientes, pelo impedimento da participação dos servidores em qualquer processo de discussão dos rumos da instituição e principalmente pelo enfraquecimento da regulação e fiscalização da segurança da atividade nuclear e com fontes radioativas no país.
Cabe esclarecer que, ao atacar a idade média dos servidores da DRS, o Sr. Presidente da CNEN está atacando o maior patrimônio desta instituição, constituído pelo conhecimento, capacitação e experiência acumulada destes profissionais. Somente gestores com visão medíocre classificariam todo este patrimônio, único no nosso país, como fragilidade ou peso à instituição.
Ao rotular os profissionais da DRS de autoritários, o Sr. Presidente da CNEN comete um erro conceitual, em função do seu desconhecimento entre Autoritarismo e Autoridade. Quando os servidores da DRS exigem que os operadores das áreas nuclear e radiológica cumpram as normas técnicas de proteção e segurança, agem baseados na autoridade que se impõe pela competência e pela aplicação do conhecimento técnico na área de radioproteção e segurança nuclear, evitando a ocorrência de acidentes e protegendo a população, os trabalhadores e o meio ambiente dos efeitos indesejáveis da radiação. Tal atividade, considerada fundamental em uma área sensível e exclusiva de Estado deveria ser tratada com o devido respeito.
Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2011.